O primeiro álbum da cantora Luama revela um trabalho autoral de grande originalidade e consistência artística.

Percebe-se a clareza do conceito de arte permeando as composições.

As canções desenham-se tanto sobre a sutileza poética das letras, como também no abandono das palavras na faixa instrumental.

Com uma voz marcante e encantadora Luama ora desliza, ora flutua em interpretações que atravessam os ouvidos para tocar direto na alma.

São temas existenciais, de solidão e amor. São também temas metalinguísticos.

A cada faixa há uma nova e agradável surpresa, seja pela exatidão dos arranjos simples ou pela versatilidade na criação de diferentes climas. Nada se repete e ao mesmo tempo tudo se completa numa indiscutível homogeneidade.

O que se anuncia desde o primeiro acorde é confirmado a todo instante: letras que não são óbvias, que se superam a cada verso, acusam, sentenciam, assistem, sonham, extraindo poesia e ironia de situações cotidianas, produzindo o fantástico e o irreal, mas sobretudo tateando a dor - a dor do mundo e a que lateja em cada um.

A decomposição, a Composição, a criação, as cores, a asa, os vestidos. Quadros, olhares, a tarde e a manhã, todos diante do sol, sempre o sol. Talvez o indicativo ou uma amostra para se desvendar o enigma e o sentir.

O álbum tem a participação de jovens e talentosos músicos de vertentes musicais variadas. A tonalidade jazzística do baixo de Eric Pierre se misturou às concepções roqueiras da bateria de Stéfano de Marco. Entremearam-se ainda, guitarra e violão de aço de Alexandre Alves Vieira, o Baiano, a percussão de Querô, o sax e gaita de Caio César e o violino de Juliana Bueno.

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