Um texto de Pedro Teixeira da Mota inspirado na música À Alma

À Alma, órfica, e à palavra irradiante de poder de Luama


Cada ser é único e merecedor de muito respeito e amor, tendo o seu caminho próprio de peregrino ou peregrina na Terra por uns tantos anos, com esta ou aquela missão. E depois parte e leva consigo como alma espiritual não só o que pensou e viu, sentiu e agiu, ligou e realizou, mas também os sons e músicas que proferiu e ouviu e assim avançará pelos mundos subtis e espirituais rumo à sua plenitude comunicativa e união com a Divindade.Somos seres de palavra, de conversa, de diálogo aprofundante e por isso em várias religiões se diz que o mundo nasceu da Palavra divina, do som, da vibração primordial, que ainda ecoa na música das esferas quase silenciosa no nosso ouvido interno mas que por vezes se solta mirificamente no interior ou que mais facilmente brilha no en-cantamento imenso, ondulado e rítmico das cigarras nocturnas no Verão quente de mil estrelas no céu. A Palavra foi então considerada mágica desde a mais alta Antiguidade, pois ela reflectia o poder criador Divino e o que era dito podia tornar-se realidade, podia manifestar o que se evocava, se fossem cumpridos certos requisitos ou se houvesse tal dom ou graça. 

Os Egípcios desenvolveram muito o que eles chamavam o poder irradiante das palavras, dos nomes divinos, e a palavra pronunciada justamente, que constituíam a base das suas orações, liturgias e até ritos com que se procuravam dotar a almas vivas e as já desencarnadas com as forças ascensionais e libertadoras que as palavras em papiros ou em cantos continham e derramavam iluminadoramente  nos seus caminhos no além...

No conhecimento e mestria dos sons sagrados, dos hinos  védicos e depois mantras yogu